domingo, 8 de novembro de 2009

CAMALOTE GRUPO PARAFOLCLÓRICO

catira


Camalote é a apresentação de danças folclóricas recolhidas pela pesquisadora Marlei Sigrist nas diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Depois de vários anos (após ter criado e dirigido o Grupo Sarandi Pantaneiro - 89 a 96; ter assessorado o grupo Garça Branca – dissidentes do grupo anterior; ter contribuído para a formação de inúmeros grupos nas escolas da Capital, entre outros) a professora aceitou, novamente, o desafio de dirigir um grupo que está disposto a levar, para outras regiões do país, a riqueza da cultura popular expressa nas danças, na literatura, no artesanato, na culinária e na música regional, ressaltando os ícones identitários da região.
Mato Grosso do Sul possui uma diversidade cultural bastante expressiva e o Grupo Camalote tem buscado, no íntimo das pessoas e dos grupos, a matéria prima que mostra a capacidade criadora da gente sul-mato-grossense que revela, in fieri, toda a amplitude da alma regional que lhe dá uma identidade. Trata-se de um projeto para recuperar, através da representação de danças folclóricas regionais, num processo de projeção folclórica por um grupo erudito, as danças tradicionais do mundo rural e interiorano de Mato Grosso do Sul transformadas em patrimônio cultural.
Portanto, apoiado nas pesquisas realizadas pela proponente (vide publicações de “Chão Batido”/UFMS e “Pantanal: Sinfonia de Sabores e Cores”/Senac, entre outros) e na sua experiência prática, o Grupo Camalote tem atendido a demanda de eventos no estado e outras cidades do país. Com isso, valoriza e fortalece a cultura popular da região.
O repertório é construído a partir das cirandas (Engenho de Maromba, Caranguejo, Engenho Novo, Cirandinha), da Catira, do Siriri, das Polcas e Chamamés e das danças Chaquenhas, que somadas à representação do imaginário popular das lendas regionais tais como Minhocão, Pé-de-Garrafa, Come-Língua, além do Toro Candil, constroem um espetáculo de representação e dança.
"O apoio ao Projeto Camalote, pela UFMS, tornou-se oportuno na medida em que fortalece os conceitos de tradição regional e destaca o empenho institucional na preservação e divulgação do que nos é singular e que, ao mesmo tempo, reflete a diversidade cultural existente em Mato Grosso do Sul. Também oportuniza a participação de alunos dos diversos cursos em projetos culturais, propiciando-lhes o intercâmbio com outros grupos durante os festivais nacionais e internacionais, bem como o enriquecimento de seus currículos.







REPERTÓRIO

Nas apresentações, os enfoques são direcionados às micro-regiões: do Pantanal, das fronteiras com o Paraguai e com a Bolívia estendendo-se, inclusive, para a região Chaquenha, além de especial atenção à cultura do Bolsão.

1) danças
Pantaneira – apresentação do grupo
Chupim, Polca de Carão, Caçador, Chamamé (da faixa de fronteira com o Paraguai);
Anderuay, Chovena Chiquitana (do Chaco)
Siriri (do Pantanal);
Engenho de Maromba, Engenho Novo, Revirão, Cirandinha, Contra-danças, Catira (região do Bolsão – divisa com MG, SP e GO);
Xote de duas damas, Mazurca e Vaneirão (região Centro-Sul)
Trancelim (dança universal)
Dança do Bate-Pau (dança indígena)
2) interpretações (intermesos)
Toro Candil (fronteira com o Paraguai);
São João de Corumbá (cordão da festa de São João de Corumbá)
Folia do Divino (bandeira do Divino da Pontinha do Cocho/ Família Malaquias)
Folia de Reis (reisado do Bolsão e do Centro)
Minhocão (mito das águas - Pantanal), Pé-de-garrafa (mito das matas - Pantanal),Come-língua (mito do cerrado)
O trabalho do grupo estende-se para além da preparação dos shows, abrangendo, também, a realização de oficinas de arte na produção personalizada do material cênico e do figurino. Os integrantes, em sua maioria, são arte-educadores, por isso o grupo “respira” arte no seu fazer diário.
"O grupo tem, acima de tudo, o compromissado com a cultura popular. A parte importante desse trabalho é a responsabilidade que os professores integrantes do grupo têm com a educação, pois ficam com a incumbência de aplicar, em suas salas de aula, os conhecimentos adquiridos na vivência junto ao Camalote.
Essa proposta foi desenvolvida, em 2003 com o apoio do projeto CIM da Fundação Barbosa Rodrigues, que organizou diversas culminâncias de trabalhos e a participação no desfile cívico no dia 26 de agosto, em comemoração ao aniversário de Campo Grande." Marlei Sigrist.






3 comentários:

  1. muito show esse grupo como faço para participar desse grupo.Adorei essa historia do camalote.

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  2. Boa tarde Anderson
    Sou a Maria Ivonete Coord do GRUPO CAMALOTE MEU cel é (67) 9.9245 3301
    MAS NOSSOS ENSAIO ACONTECEM PARA INICIANTES DAS 13H:30MIN AS 15H NO CENTRO CULTURAL OTÁVIO GUIZZO NA RUA 26 DE AGOSTO TODOS OS SÁBADOS NESSE HORÁRIO.GRATUITO - Entre a rua calógeras e rua 14 de julho(Teatro ARACI BALABANNIAN)

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  3. O Grupo Camalote é um grupo independente, ele só acontece com a colaboração e dedicação de muitos ex alunos nossos, amigos, professores, amigos que estão no grupo e se dedicam as Danças Folclóricas e da Cultura Popular do nosso EStado de MS... participam e gostam de estar no grupo.O GRUPO É GRATUITO....Nós divulgamos a Cultura de Mato Grosso do Sul com espetáculos e apresentações fora do Estado. Temos danças únicas do Estado jamais dançada em outros lugares. Participamos de projetos do FIC/Estado e FIMIC/MunicÍpio. Estão TODOS CONVIDADOS A VIR CONHECER O GRUPO CAMALOTE - 67-9.9245-3301 WZAP.
    VENHA DANÇAR CONOSCO...UNA-SE A NÓS.

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